Não tenhas pressa,
Que o tempo passe e te abrace,
Não tenhas não.
Não dês ao tempo
O que não merece e até parece,
Uma maldição.
A vida é terna
Um rio sem foz na tua voz,
E coração.
Um fado imenso
Doce quimera à tua espera,
Mas sem perdão.
Barco sem rumo
Guitarra perdida mas não vivida,
Em escuridão.
O tempo é tudo
E tudo acalma até a alma
Da solidão
Não tenhas pressa,
O amor é louco e sempre pouco,
Na tua mão!
[João Carlos Sarabando / António Chainho]