Pouco passava das 22 horas do dia 21 de julho, quando a jovem fadista subiu ao palco do magnífico Salão Caffé do Casino Figueira, complemente cheio, para a apresentação oficial do seu primeiro álbum, “A voz do mar”. Sempre muito segura e com uma capacidade única para captar o público, quer pela singularidade da sua voz, quer pela sua capacidade comunicativa e de interação com o público, interpretou, acompanhada por Armindo Fernandes, na guitarra portuguesa, Miguel Gonçalves, na viola, e Susana Castro Santos, no violoncelo, a maioria dos temas que compõem o álbum e outros que fazem parte do seu reportório. A meio do espetáculo houve ainda tempo para ouvir a fadista Andreia Alferes interpretar cinco temas e assistir a uma guitarrada, com participação especial do mestre António Chainho, padrinho de fado da Mariana. No final, a fadista deu uma sessão de autógrafos.

Antes da apresentação ao público em geral, decorrera, no Restaurante ALEA, também no Casino Figueira, pelas 17 horas, uma sessão para convidados e comunicação social e que contou com intervenções da própria Mariana, Francisco Oliveira, Armindo Fernandes, António Chainho e Miguel Grego. Na sua intervenção, a fadista esclareceu que “A voz do mar” surgiu «como uma forma de recuperar as raízes, as origens do fado», escolhendo este poema de António Laranjeira para tema principal «porque o mar pode ser calmo, melancólico, mas também forte, intenso… Conta-nos histórias de conquistas e vitórias, de persistência e sofrimento. As ondas caem na areia e levantam-se vezes sem fim… Assim é a nossa vida, o nosso fado, assim são os nossos sentimentos: como o mar, são imensos e podem levar-nos mais além. Há que deixá-los fluir, há que dar-lhes voz.»