MARIANA Francisca Nogueira Oliveira é natural da Praia de Mira, onde nasceu a 12 de dezembro de 1997. Nascida à beira mar, talvez tenham sido as ondas do mar invernoso que a embalaram no berço a moldar-lhe a voz e o espírito em forças que parecem capazes de enfrentar qualquer desafio. Aluna exemplar, concilia a vida de uma adolescente normal com um amor cada vez mais sólido e consistente: cantar o Fado. Começou a dar os primeiros passos no mundo da música por volta dos onze anos e, em agosto 2010, foi considerada a melhor voz do distrito de Coimbra, ao vencer o concurso “Achas que sabes cantar?”, dinamizado pelo Diário As Beiras. Em julho de 2011, obteve o primeiro lugar no concurso “Jovens Cantores de Mira”. Em agosto de 2011, foi finalista do concurso “Canta Comigo”, promovido pela TVI, onde surpreendeu tudo e todos pela sua versatilidade e capacidade comunicativa. No Fado, género com que se identifica e onde tem como principais referências Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha e Camané, o seu jovem currículo conta com a sua presença na Fado TV e com diversas participações em concursos, chegando invariavelmente às fases finais: “6º Encontro de Fados de Almada” – junho a julho de 2012; “1º Concurso de Fado FIARTIL - Estrelas do Fado” – junho a setembro 2012; “Grande Prémio Nacional do Fado – RTP1/Rádio Amália” – dezembro 2011 a outubro de 2012. Já participou em diversos espetáculos de Fado, nomeadamente na “Grande Gala do Fado”, em Gondomar, “A Casa do Fado”, em Almada, “Tu tens Amália na voz”, no Fórum Municipal de Lisboa, “3º Festival do Fado de Madrid” , e em inúmeras “Noites de Fado” um pouco por todo o país. Estreou-se em espetáculos em nome próprio numa “Noite Solidária de Fado” a favor da CerciMira. Seguiram-se “Sabores com Fados”, na Praia de Mira, e “Noite de Fado” no Salão Caffé, do Casino Figueira. O seu gosto e talento inato para a pela comunicação é também notório e, como tal, tem sido desde janeiro de 2012, a apresentadora dos “Infantes das Coletividades”, a decorrer mensalmente no Casino Figueira, onde também canta. À medida que vai percorrendo os vários meandros do Fado, a sua paixão por este estilo vai crescendo, vai ganhando forma, adquirindo uma singularidade cada vez mais própria de cantar e sentir o Fado, a que o público não fica indiferente. Por isso, surgiu naturalmente a ideia de partilhar com todos os que gostam de a ouvir um trabalho próprio. “A voz do mar”, seu primeiro álbum, é pois um tributo a todos os que gostam de a ouvir e que gostam de preservar este “tesouro do mundo” que é o nosso Fado, um património que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas que também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a paixão, a saudade, o amor, a solidão, a nostalgia…